24 de novembro de 2008

O que é isso, Brasil?


“Construções feitas em terrenos invadidos e sem nenhuma regularização fundiária, localizadas em regiões urbanas com baixa qualidade de vida e sem poder aquisitivo. Abrigando várias pessoas que vivem com menos de um salário mínimo, sem nenhum conforto ou saneamento básico digno, sem direito a educação ou uma moradia para se construir uma família”.
Isso se chama FAVELA, causada em conseqüência da má distribuição de renda e do déficit habitacional do país, que não tem fatores e nem políticas para se criar conjuntos habitacionais para todos que se encontram em situações de desvantagens perante a sociedade.
Um exemplo disso é a favela da Rocinha, que surgiu em 1940, ocupada por pessoas que achavam que o terreno localizado no Rio de Janeiro era público. Já em 1950 ocorreu um grande surto de migração de nordestinos para o RJ. Depois foram surgindo projetos de túneis e construções pela região, o que ocasionou uma oferta de emprego.
Os próprios moradores, com o decorrer do tempo, foram moldando aquele bairro com diversas reivindicações, como a implantação de uma creche, escolas, jornal local, canalizações, correios e até um posto de saúde.
Com 68 anos de luta, sofrimentos e guerras, a favela que foi construída com barracos de papelões hoje já tem estruturas de concreto e com qualidade. Mas com essa e todas as outras, elas sofrem com o tráfico de drogas, lutas de gangues e o crime. Tudo isso acontece por falta de recursos não disponibilizados pelo governo, isso acaba agravando essas situações e saem do controle.
Ao longo do tempo, depois de solicitações realizadas, a comunidade teve um grande avanço através da ONG Bento Rubião, juntamente com o governo Federal, que legitimou a posse dos terrenos e também um projeto de reurbanização para melhorar o espaço de convivência.
Com aproximadamente 120 mil moradores, a favela da Rocinha construiu a sua história e com grandes esforços obteve alguns benefícios, mas ainda é difícil com o passar do tempo, esses barracos vão se multiplicando e não há nenhum apoio estatal.
Cobrar por uma vida digna e condições favoráveis são um direito do cidadão e um dever do governo. Pois todos têm o direito a transporte público, serviços, policiamento e as questões ambientais.

Um comentário:

Daniel disse...

Mando bem hein Cintia!ficou show de bola, mesmos vc falando do local aonde mora o Felipe!!!